Yuri Silva Portela
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Desidratação: Saiba com o Doutor Yuri Silva Portela por que a sede pode falhar após os 60

Segundo o Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, a sede funciona como um dos principais sinais de que o organismo precisa repor líquidos, mas esse alerta pode se tornar menos perceptível com o avanço da idade. Na terceira idade, esperar sentir vontade de beber água pode não ser suficiente para manter uma hidratação adequada, especialmente quando existem doenças, uso de determinados medicamentos ou dificuldades para acessar líquidos ao longo do dia.

Leia mais a seguir!

Por que a sensação de sede pode diminuir com a idade? Veja com o Doutor Yuri Silva Portela

A sede faz parte de um sistema de regulação que ajuda o organismo a manter o equilíbrio de líquidos. Quando há necessidade de água, mecanismos internos estimulam a vontade de beber. Com o envelhecimento, entretanto, essa resposta pode ficar menos sensível, fazendo com que algumas pessoas demorem mais para perceber a necessidade de reposição de líquidos. Assim, confiar exclusivamente na sede pode fazer com que a ingestão aconteça apenas quando o organismo já apresenta uma necessidade maior de reposição.

Ao mesmo tempo, outras mudanças podem reduzir a margem disponível para lidar com períodos de baixa ingestão. O organismo envelhecido apresenta alterações na composição corporal e nos mecanismos envolvidos no equilíbrio de água e sais minerais. Por isso, situações que antes eram compensadas com maior facilidade podem exigir atenção adicional na terceira idade. Períodos de calor, doenças ou alterações na alimentação podem tornar esse equilíbrio ainda mais delicado e aumentar a necessidade de acompanhamento.

Para o Doutor Yuri Silva Portela, esse contexto ajuda a compreender por que a ausência de sede intensa não deve ser interpretada automaticamente como sinal de hidratação adequada. A pessoa pode precisar de líquidos mesmo sem sentir uma vontade evidente de beber, tornando importante observar também hábitos e mudanças no estado geral. A frequência com que os líquidos são oferecidos e consumidos ao longo do dia passa, portanto, a ser uma informação relevante para compreender a rotina de hidratação.

O problema está apenas em esquecer de beber água?

Nem sempre. Como comenta o Doutor Yuri Silva Portela, algumas pessoas reconhecem a necessidade de beber, mas enfrentam obstáculos para chegar até a água, segurar um copo ou preparar uma bebida. Limitações de mobilidade, dependência para atividades cotidianas e dificuldades cognitivas podem transformar uma ação aparentemente simples em algo que depende da ajuda de outra pessoa. Nesses casos, a hidratação também passa a depender da organização do ambiente e da disponibilidade de apoio durante o dia.

Yuri Silva Portela

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Há ainda idosos que reduzem voluntariamente o consumo de líquidos. O receio de precisar ir ao banheiro com frequência, especialmente durante a noite ou quando existe dificuldade de locomoção, pode levar à ingestão menor. Em outras situações, problemas de deglutição ou mudanças na rotina interferem no consumo ao longo do dia. Compreender a razão dessa redução é importante para que a dificuldade não seja interpretada apenas como falta de interesse ou esquecimento.

Quais situações podem aumentar o risco de desidratação?

Dias muito quentes merecem atenção, mas o risco não está restrito às altas temperaturas. Febre, vômitos e diarreia podem aumentar a perda de líquidos, enquanto redução do apetite e mal-estar podem diminuir simultaneamente a ingestão. Essa combinação pode favorecer a desidratação em períodos de doença, sobretudo quando a pessoa já bebe pouco habitualmente. Por isso, alterações temporárias de saúde também podem exigir maior atenção à quantidade e à frequência de líquidos consumidos ao longo do dia.

Alguns medicamentos também interferem no equilíbrio de líquidos, razão pela qual o contexto clínico precisa ser considerado. Isso não significa suspender ou modificar tratamentos por conta própria. Quando existe preocupação com hidratação, medicamentos e condições de saúde devem ser avaliados em conjunto por profissionais responsáveis pelo acompanhamento. Essa análise ajuda a identificar fatores que podem estar contribuindo para mudanças na hidratação sem comprometer tratamentos necessários.

Conforme observa o Doutor Yuri Silva Portela, mudanças recentes merecem atenção especial. Um idoso que costumava beber líquidos regularmente e passa a consumir muito menos depois de uma doença, mudança de rotina ou perda de autonomia apresenta uma situação diferente daquela de quem mantém um padrão estável. Comparar o comportamento atual com os hábitos anteriores pode ajudar a reconhecer alterações que, isoladamente, poderiam passar despercebidas.

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