Tiago Schietti analisa os novos modelos de negócio no setor funerário.
Tiago Schietti analisa os novos modelos de negócio no setor funerário.
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Novos modelos de negócio no setor funerário: Saiba como se adaptar às mudanças sociais

Conforme Tiago Schietti, o setor funerário tem passado por transformações significativas impulsionadas por mudanças culturais, econômicas e comportamentais. A forma como as pessoas encaram o luto, planejam despedidas e contratam serviços evoluiu, exigindo das empresas novas estratégias de posicionamento e gestão. Nesse cenário, os modelos tradicionais já não atendem plenamente às expectativas de um público mais informado e exigente.

Este artigo analisa como as mudanças sociais estão impactando o setor, quais novos modelos de negócio vêm ganhando espaço, como a tecnologia influencia essa transição e por que a inovação estratégica é essencial para garantir sustentabilidade e competitividade.

Por que as mudanças sociais impactam o setor funerário?

A sociedade contemporânea valoriza personalização, transparência e planejamento prévio. Além disso, há maior diversidade cultural, novas configurações familiares e mudanças na relação com rituais tradicionais. Na visão de Tiago Schietti, esses fatores alteram diretamente a forma como os serviços funerários são percebidos e contratados.

O consumidor atual busca clareza nas informações, previsibilidade financeira e soluções que respeitem suas crenças e estilo de vida. Empresas que mantêm estruturas rígidas e pouco adaptáveis tendem a perder espaço para organizações mais flexíveis e alinhadas às novas demandas sociais.

Como os planos preventivos transformaram o modelo tradicional?

Os planos funerários preventivos representam uma das principais inovações do setor. Em vez de contratação emergencial, o cliente passa a planejar previamente, garantindo previsibilidade de custos e tranquilidade para a família.

Adaptação às mudanças sociais fortalece o setor funerário, explica Tiago Schietti.

Adaptação às mudanças sociais fortalece o setor funerário, explica Tiago Schietti.

Esse modelo fortalece o fluxo financeiro da empresa e amplia o relacionamento de longo prazo com o cliente, como explica Tiago Schietti. Além disso, reduz a pressão comercial em momentos sensíveis, promovendo atendimento mais ético e organizado.

A personalização é uma tendência consolidada?

Sim, e vai além da estética da cerimônia. A personalização envolve adequação cultural, escolha de formatos de despedida e inclusão de elementos simbólicos que representem a trajetória da pessoa homenageada.

Entre as estratégias mais adotadas estão:

  • Cerimônias temáticas ou adaptadas a crenças específicas;
  • Serviços de memorialização digital;
  • Transmissões online para familiares distantes;
  • Opções sustentáveis, como urnas biodegradáveis;
  • Espaços mais acolhedores e menos formais.

Qual é o papel da tecnologia nessa transformação?

Na análise de Tiago Schietti, a digitalização impacta desde o atendimento inicial até a gestão interna. Plataformas online para contratação, sistemas integrados de gestão e comunicação digital com famílias tornam o processo mais ágil e transparente.

Além disso, a tecnologia contribui para organização administrativa, controle de estoque, gestão de contratos e análise de desempenho financeiro. A modernização operacional permite que empresas atuem com maior eficiência e reduzam falhas.

A sustentabilidade influencia os novos modelos de negócio?

A preocupação ambiental tem ganhado relevância também no setor funerário. A busca por soluções menos impactantes ao meio ambiente influencia decisões empresariais e escolhas dos clientes.

Empresas que investem em práticas sustentáveis fortalecem sua imagem institucional e acompanham uma tendência global de responsabilidade socioambiental. A sustentabilidade deixa de ser diferencial e passa a integrar a estratégia de posicionamento.

Como a profissionalização redefine a competitividade?

A adoção de novos modelos de negócio exige gestão estruturada e visão estratégica, como destaca Tiago Schietti. Não basta oferecer serviços diferenciados se a administração financeira, o controle de qualidade e o planejamento não acompanham essa evolução.

A profissionalização amplia a capacidade de adaptação às mudanças sociais. Empresas organizadas conseguem identificar tendências, revisar portfólio e ajustar estratégias com maior rapidez, mantendo competitividade em um mercado em transformação.

O setor está preparado para continuar evoluindo?

Em conclusão, a adaptação às mudanças sociais não é processo pontual, mas contínuo. O setor funerário precisa manter uma postura aberta à inovação, investir em qualificação e revisar periodicamente seus modelos de negócio.

A combinação entre tradição e modernidade será determinante para o futuro. Respeitar rituais e valores históricos, ao mesmo tempo em que incorpora tecnologia, personalização e gestão estratégica, é o caminho para crescimento sustentável.

Os novos modelos de negócio no setor funerário refletem uma sociedade em transformação. Empresas que compreendem esse movimento e se posicionam de forma estratégica estarão melhor preparadas para atender às demandas atuais e construir relevância duradoura no mercado.

Autor: Oleg Vasilenko

 

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